CARLOS HEITOR CONY 
O escritor iniciou sua carreira no jornalismo
nos anos 50, MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, na mesma geração de Fernando Sabino, Cony e Sabino chegaram a trabalhar juntos na
revista Manchete, além de serem amigos de longa data. Cony, assim como Fernando Sabino, é um dos resistentes da geração que amadureceu durante a Segunda Guerra Mundial e sentiu na pele o ônus da ditadura militar. Na aritmética de Cony, constam seis prisões. “Soube do golpe militar na redação onde trabalhava”, conta, puxando do fio da memória as páginas escurecidas da história do Brasil. Além da participação em “Vozes do Golpe”, Cony recuperou suas impressões sobre o regime militar nas crônicas do volume “ O Ato e o Fato”.

Hoje, suas críticas se voltam ao governo Lula, como também o fez em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Lula está mais para FHC do que para Jango”, arrisca irônico. Para o cronista, cujos comentários políticos também podem ser ouvidos na Rádio CBN, diz que Lula está comprometido com a dívida de capital especulativo e que não resolverá as questões sociais tão urgentes. “Eu critiquei muito FHC e continuarei criticando Lula. O Brasil é um cassino lucrativo para os investidores estrangeiros. Nossa dívida externa não vai acabar nunca”, disse. Por fim, Cony ainda soltou farpas sobre o projeto do Conselho Federal de Jornalismo. Para ele, um sinal da ´tendência ditatorial´ do Partido dos Trabalhadores. “O conselho é mais draconiano do que a censura militar”, desabafou.
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