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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

JOSÉ BONIFÁCIO, UM DOS PRIMEIROS "DREAMERS" QUE SONHOU COM UM BRASIL JUSTO E MODERNO


Resultado de imagem para jose bonifacio O PRIMEIRO SONHADOR
Em 1819, o Brasil havia sido elevado à categoria de Reino Unido e se tornado sede do império. Com sua formação de cientista, influenciado pela ilustração e o conhecimento clássico, observador atendo da realidade nacional, formulou um projeto civilizatório para o Brasil. Porém, podemos dizer que Bonifácio nunca sonhou em ser estadista, homem público ou algum tipo de reformador social, sonhava com a glória de um sábio, em que descobriu minerais, ou melhor, era um homem da ciência.
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Em 1821, tornou-se presidente da Junta Provisória de São Paulo e elaborou suas "Lembranças e Apontamentos", que se constituíam em instruções para os deputados brasileiros seguirem perante as Cortes de Lisboa.
Após a emancipação, continuou ativo na política: foi Ministro de D. Pedro I e deputado na Assembleia Constituinte de 1823, onde publicitou suas ideias. Para construir uma nação “compacta e homogênea” com desenvolvimento econômico segundo os padrões modernos, era preciso acabar com as tensões e conflitos internos, através de um plano civilizador, organizado em reformas que o governo na forma de monarquia constitucional em torno de um parlamento careceria de fazer. E para existir essa nação era preciso civilizar o seu povo, visando a prosperidade futura do império de tal modo, levanta algumas ideias, baseadas nos seus estudos e experiências desenvolvidas ao longo de sua vida. ( Bonifácio foi um verdadeiro republicano, que tinha os interesses da Nação acima de seus ideais políticos, acima até mesmo de sua devoção a Coroa portuguesa. È mister olharmos para esse patriota e aprender a não defender partidos ou posições políticas acima da pátria. Hoje em dia temos visto pessoas defendendo partidos, filosofias, bandeiras que ficaram para eles maiores que o Brasil e isso está longe de ser república e muito menos democracia. )

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O PLANO DE AÇÃO DE JOSÉ BONIFÁCIO
1-Primeiramente propõe a abolição do tráfico negreiro e progressivamente a emancipação dos cativos escravos. Ele desejava que os brasileiros vivessem bem entre si e se olhassem como irmãos e concidadãos”.
Deixo claro que Bonifácio enfatiza que a escravidão não pode ser abolida de maneira repentina tal acontecimento traria grandes males. Segundo José Bonifácio continuando com a escravidão boa parte da população jazerá sobre os interesses de grandes proprietários de terras, visto como o monopólio das capacidades legislativas ficavam comprometidas a coerção, uma vez que o senhor legislava sobre a vida dos cativos e juridicamente sem restrições. E mais, a escravidão era nociva à diligência e à atividade criadora, induzia ao ócio os brasileiros, tornando-o desonroso até para um homem livre: ( o mesmo fato acontece hoje, onde vemos no nordeste,  no norte do Brasil e em todas as cidades com baixo IDH, uma outra escravidão, a escravidão política, onde os partidos de esquerda levam cativos as opiniões de um povo em troca da “ bolsa-família “ e outros assistencialismos e o povo que é vítima desses políticos egoístas, também se tornam lentos e maculados em sua honra, por serem mantidos vivos por uma esmola estatal”
No tocante a civilização dos índios bravos do Brasil, Bonifácio argumentava as qualidades necessárias para a ingressão do elemento indígena no mundo civilizado. O que fizemos foi enche-los de nossos vícios sem dar-lhes nossas virtudes. “mudadas as circunstâncias mudam se os costumes”. O caminho a ser seguido era a criação por meio do governo, de aldeamento onde eles estariam sujeitos a lei e a religião, sendo educados e civilizados, usando o instrumento certo, no caso a educação.
 Bonifácio via na educação o mais poderoso instrumento de desenvolvimento humano, o caminho para conduzir, não apenas os índios, mas o conjunto da população brasileira rumo ao mundo moderno. Portanto, educar os índios poderia ser um caminho para educar também os brancos. ( Bem diferente da idéia da Funai moderna, que pretende isolar os índios, renegando-lhes o direito de serem civilizados brasileiros)

Bonifácio estimulava a imigração europeia, já que esses futuros colonos trariam consigo suas respectivas culturas, hábitos e costumes. Em carta a Tomas Antônio de Villanova Portugal, de maio de 1820, explicitava a importância de trazer colonos alemães, uma vez que “estas colônias são de sumo interesse para o Brasil, porque lhe trazem uma mistura de sangue, e dão exemplo vivo da maior atividade e moralidade, de que tanto precisamos”.
José Bonifácio tinha ideias para uma espécie de “reforma agrária” no país. Era preciso dividir os latifúndios e incentivar a Pequena e média propriedade. Caminho seguro para a produtividade agrícola, mas também para a penetração do Estado no interior da nação. A pequena lavoura também era, assim, condição para a integração do negro liberto à sociedade, sem a qual a abolição da escravatura não cumpriria seus objetivos.           Nenhum bem resultaria para a nação se os negros fossem simplesmente abandonados à própria sorte.
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Propunha no "Art. X Todos os homens de cor forros, que não tiverem ofício, ou modo certo na vida, receberão do estado uma pequena sesmaria de terra para cultivarem...”
(Essa mesma ideia pode ser aplicada com as famílias de baixa renda, principalmente do Nordeste do Brasil; Um projeto de uma mini reforma agrária, onde as famílias poderiam ter pequenos pedaços de terra que seriam financiados pelo governo nos primeiros anos até que eles se sustentassem por conta própria, eliminando aos poucos o assistencialismo e devolvendo aos arrimos da família, a dignidade de serem  provedores de seus lares )   
Enfim, por meio de brigas e intrigas com ditos-cujos que eram contrarias ao seu projeto de Brasil acaba preso e exilado para a França ainda em 1823
Como se vê, mesmo uma breve investigação da trajetória de José Bonifácio, e uma análise superficial de suas ideias, revelam um pensador de espírito inquieto, reflexivo e de incontestável capacidade crítica, preocupado com o desenvolvimento do Estado. Como já afirmaram alguns historiadores, o conjunto de seus escritos se constitui num verdadeiro projeto de Nação, dedicado em transformar o Brasil numa sociedade moderna.

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